Serão 6580 euros de reforma para antigo secretário de Estado de Sócrates. António Castro Guerra vai ter esta reforma a partir de novembro, de acordo com informação do Correio da Manhã.

António Castro Guerra foi secretário de Estado quando Manuel Pinho era ministro da Economia e manteve-se no cargo mesmo após a sua demissão — na sequência do chamado “caso dos corninhos”. Além de professor e consultor, Castro Guerra acumulou a presidência de várias empresas e institutos públicos, como no IAPMEI (entre 1996 e 2000) e no IPE, passou pela administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), foi administrador da Brisa e ainda presidente do Conselho de Administração da Cimpor, nomeado pelo governo de Sócrates. Esteve ainda na presidência do Banco Comercial do Atlântico (BCA).

E ainda se a lista, que agora foi tornada pública, fosse organizada pelos valores, o juiz desembargador Sílvio Teixeira de Sousa seguir-lhe ia no segundo lugar das pensões mais altas. Irá receber 6.393 euros.

O antigo secretário de Estado Adjunto, da Indústria e Inovação Castro Guerra foi também ouvido na comissão parlamentar de inquérito ao pagamento de rendas excessivas aos produtores de eletricidade, em outubro de 2018, revelado que em finais de 2006  o então ministro da Economia Manuel Pinho “ganhou maior vontade de agarrar os dossiês da energia” concentrando-os em si. Contou que foi convidado para o cargo por Pinho de “forma inesperada”.