“Vai ser acolhido e ficará tudo bem”. disse Francisco ao homossexual a quem telefonou. Andrea Rubera casado com Dario De Gregorio só atendeu o telefone do Papa Francisco à terceira tentativa. “Era um número anónimo, então deixava tocar. Mas assim que atendi, não tive dúvidas de que era ele”, disse ao jornal Corriere della Sera.

ÉPara Francisco “as pessoas homossexuais têm o direito de ter uma família. São filhas de Deus e têm do direito a uma família. Ninguém deveria ser expulso ou sentir-se miserável por isso.”

É a apropósito destas declarações que Francisco fala de Rubera e da sua família – o casal tem três filhos nascidos de barriga de aluguer no Canadá. 

“No seu telefonema foi direto ao ponto: ‘Li a sua carta e queria compreender melhor qual é o problema. Não foi acolhido?'”, perguntou a Rubera. Nesse momento, explicou-lhe que nem sequer tinha tentado. O medo de uma possível recusa era demasiado forte. “Perguntou-me a razão de tal medo. Disse-me para ir ter com o padre, apresentar-me, porque era justo para mim, para os meus filhos e para a Igreja em geral que pudéssemos participar numa vida comunitária de fé.”

Estas palavras de Francisco surpreenderam Rubera que esperava “uma benção, em abstrato, e em vez disso sentia-se uma proximidade pastoral, que queria encontrar uma solução para fazer o certo pelas crianças.” “Verá que vai ser acolhido e ficará tudo bem”, disse Francisco a este pai.