Uma Junta Médica deu uma professora com Alzheimer apta para trabalhar. A Caixa Geral de Aposentações é do parecer que a docente não está “absoluta e permanentemente incapaz” para trabalhar.

Não consegue fazer as grelhas de avaliação, trocou manuais escolares e a matérias a leccionar. Último relatório médico fala em “demência” e a professora não aceitou a decisão dos três médicos que constituíam a junta médica estando agora o caso em tribunal.

O director da escola, Paulo Ferreira, disse ao PÚBLICO que: “ela não tinha condições psicológicas para estar concentrada ou conseguir estar em perfeitas condições à frente de turmas. Notávamos que ela não tinha concentração. Às vezes, nas conversas com os colegas, não conseguia ter um fio condutor”, disse.

O processo tem-se arrastado, com o juiz titular a emitir um despacho no passado mês de Abril em que considera que a ré CGA revela “um comportamento de incumprimento do dever de colaboração quer processual, que na descoberta da verdade material”.