“Podem chamar-me louca mas ainda não perdi a esperança…”, afirmou a mãe de Rui Pedro. Goucha entrevistou esta quinta-feira Filomena Teixeira, mãe de Rui Pedro que desapareceu há 24 anos e nunca mais apareceu. Depois de ser exibida a reportagem, Goucha não conseguiu controlar a emoção.

“Apeteceu-me tanto abraçar a Filomena, mas não se pode agora”, começou por dizer o comunicador.

“A Filomena não. A Filomena não é louca, é uma mãe a querer saber de um filho que desapareceu há 23 anos. Muito obrigado Filomena”, disse ainda Goucha.

“Sofro, sofro muito. Mas este dia é especialmente diferente, eu recordo como é que foi. Foi uma montanha que desmoronou sobre mim“, começou por dizer a mãe de Rui Pedro a Goucha.

“Podem-me chamar louca, mas ainda não perdi a esperança. Pelo menos, saber o  que aconteceu. Tenho momentos que acho que está morto e depois penso que pode estar vivo. É isso que me alimenta”, acrescentou a mãe de Rui Pedro.

Afirmou ainda que não esquece os abraços constantes que recebia do filho e as palavras de carinho.  “Torturo-me a mim,  a minha família toda e as pessoas que me conhecem. Eu tive quatro internamentos. O primeiro eu ia mais morta que viva, deixei de conhecer as pessoas, não conhecia a minha filha, que não me perdoou até hoje de não ter reconhecido a minha filha”, desabafou.

Lamentou que as investigações na altura não tenham sido feitas como deviam e confessou guardar muita mágoa. Criticou a falta de meios e o facto de nunca terem acreditar que o filho podia estar vivo. “Eles não investigaram nada”, criticou.

“Um filho é nosso para sempre. Não é nosso é para o mundo, mas no nosso coração fica sempre”, disse, acrescentando que desistiu de uma parte de si.  Para sobreviver agarra-se à filha e às memórias de Rui Pedro: “A minha filha é a luz dos meus olhos”. Filomena Teixeira rematou a entrevista com um desabafo: “Não queria morrer sem saber dele”.