“Fez-me a cabeça e pôs o diabo dentro de mim”, afirmou o pai de Valentina sobre a madrasta. Ele escreveu uma carta ao irmão e garantiu que foi Márcia quem matou a sua irmã. Sandro Bernardo assegura que “nada pôde fazer para travar a agressão perpetrada pela mulher”.

A menina terá sido queimada com água a ferver e deixada em sofrimento durante muitas horas. Depois de morta, a madrasta terá vestido o corpo e terão levado o corpo na parte de trás do carro.

O Correio da Manhã revelou que a “investigação da Polícia Judiciária de Leiria, perante o silêncio da criança, o progenitor começou por queimar-lhe os pés com água muito quente durante o banho, enquanto lhe batia nas pernas e no rabo”.

“Sandro tentou ainda asfixiar a menina, tudo na presença da madrasta, Márcia. Uma forte chapada na cabeça acabaria por ser fatal. O casal deixou a criança morrer no sofá”. A madrasta contou uma versão completamente diferente: “Ouviu os gritos de Valentina, percebeu que ela estava gravemente ferida”

“Nada fez, assumiu, não chamou a polícia nem apoio médico. Mas foi obrigada, foi Sandro quem lhe bateu para que se calasse. E que até a forçou a vestir a menina com o pijama e o casaco e depois a acompanhá-lo a esconder o corpo no descampado”.