Escândalo. Judite Sousa na Guerra na Ucrânia sem dinheiro para comer. Uma seguidora questionou a jornalista: “Deixou a CNN?”, Judite Sousa respondeu “Há mês e meio. Obrigada….Abandonei, sim. Denunciei o meu contrato a recibos verdes há mês e meio. Obrigada”.

No programa “Manhã CM” Duarte Siopa acabou por dar um estouro ao canal de televisão: Judite Sousa esteve cinco meses a trabalhar sem contrato de trabalho e só há dois meses é que teve um contrato de trabalho assinado. Mas há muito mais: Judite Sousa foi para a guerra [da Ucrânia] sem contrato de trabalho e sem seguro de saúde, inclusive, a Judite esteve doente, teve que chamar duas vezes uma equipa médica ao hospital e teve que andar a pedir dinheiro emprestado ao câmera porque não tinha dinheiro, disse.

E continuou: Judite Sousa foi nomeada – mas só lhe disseram a ela, não disseram às equipas – coordenadora editorial. Judite hoje sente-se uma mulher que foi traída, que sofreu de bullying e que não foi apoiada pela estação. Por estes motivos, Judite Sousa largou a CNN Portugal. Esteve cinco meses a trabalhar sem ganhar um euro, acrescentou.

Nuno Santos desmentiu todas estas informações em direto no ‘Dois às 10’ à redação da estação.

De facto, a saída da Judite é uma circunstância que nos deixa bastante tristes. Vamos lá por partes: nós tivemos conhecimento ontem nas redes sociais que a Judite terá denunciado o seu contrato de trabalho. Para nós isso foi uma novidade porque não é essa a informação que nós temos aqui, a Judite tem um contrato de prestação de serviços com a TVI e com a CNN Portugal e está de baixa médica a seu pedido até ao próximo dia 11 de agosto.

Quanto ao facto de Judite Sousa ter ido para a guerra da Ucrânia sem seguro de saúde: Isso também não é verdade, a Judite foi para a Lviv, na Ucrânia, obviamente com um seguro“.

Também terá sido dito que, nessa circunstância, a Judite terá estado sem acesso a dinheiro, sem condições para trabalhar, eu quero também deixar claro que isso não tem correspondência com a verdade.

A Judite escolheu a equipa com a qual quis trabalhar, escolheu esse conjunto de pessoas e nós, na direção, demos-lhe todo o apoio ao longo deste processo, acrescentou.

Nuno Santos terminou afirmando que: Nós não podemos deixar que no espaço público se digam inverdades, mentiras sobre aquilo que está a acontecer e não permitiremos que isso aconteça. Eu tenho a obrigação de defender a minha equipa, frisou.

Agora a jornalista reagiu através das redes sociais:

Em primeiro lugar, quero deixar uma palavra de estima ao empresário Mário Ferreira. Encontrámo-nos uma vez e foi de uma simpatia inexcedível. Em segundo lugar, quero agradecer ao Nuno Santos por me ter “ tirado” do sofá e me ter escolhido, sem que eu o pedisse, para abrir as emissões da CNN Portugal.

Em terceiro lugar, quero dizer que o meu contrato de trabalho acabou mais cedo por minha e exclusiva iniciativa. Porquê? Porque entendí que quero tentar ser feliz e que para isso tinha que sair do espaço público. Foi uma decisão de VIDA.

Em quarto lugar, quero dizer que o meu contrato- recibos verdes- foi assinado pela empresa( direção de recursos humanos e direção financeira) na primeira semana de Maio. Gostaria ainda de dizer que não existindo contrato assinado, também não existiu remuneração. E porquê? Porque como as minhas funções editoriais não eram assumidas perante o grupo de trabalho, entendi que não assinaria o referido contrato de trabalho. Foi nestas circunstâncias que fui para a Ucrânia, tendo manifestado vontade para o fazer. Sabia que não tinha contrato de trabalho, mas não sabia que não tinha seguro de saúde. A empresa, ao dar conta do problema, elaborou um contrato de trabalho com uma duração de 30 dias. Acontece que o erro já estava feito.

Eu estava ausente do país e esse documento nunca existiu à face da lei porque nunca foi assinado por mim. Sem dinheiro? Sim. Nunca vi uma moeda ou uma nota Ucraniana. Para beber uma água, tomar um café, almoçar, pedia ao jovem repórter de imagem que pagasse a minha despesa.

E assim se passaram duas semanas. Com uma chamada de uma equipa médica de urgência ao hotel em Lviv onde fui injectada duas vezes. E foi esta a minha “ guerra”. No entretanto, excedí e muito as minhas funções contratuais: estive na noite eleitoral, no jubileu de platina da rainha com 12 reportagens em 4 dias para não falar dos múltiplos directos. Dito isto, estou grata e, principalmente, estou confortável com este ciclo, novo mas breve. A vida é demasiadamente efémera para nos desgastarmos quando podemos tropeçar na morte ao virar da esquina. Felicidades Mário! Felicidades Nuno!