Numa entrevista a Daniel Oliveira no Programa Alta definição da SIC, Filomena Cautela assume que “Nunca assumi uma relação na vida.”

«Sou um bocadinho teimosa. Dizem sempre que eu sou irreverente e rebelde, mas isso se calhar é porque digo mais coisas do que as pessoas estão habituadas. Essa transgressão para mim foi normal. Nunca me senti irreverente ou rebelde. É a minha forma de ser e de estar», diz a apresentadora. «O que me interessa é eu ser feliz e as pessoas que estão perto de mim serem felizes», diz.

A apresentadora confessa que «A exposição tirou-me ainda mais a autoconfiança. Agora, é mais difícil eu interessar-me por alguém. Não abro a porta. Tenho mais pessoas a abordar-me. Já recebi fotografias de órgãos genitais. Não façam isso. É muito desagradável. Não é fixe, mesmo», frisa.

Lidar com a doença oncológica da mãe foi uma aprendizagem e uma lição de vida.«Eu tive várias fases. Acontecer uma tragédia real é transformador para sempre, mas aprendes uma lição. Deu-me uma liberdade grande. Já não tenho medo de nada, só disso. Tudo o que me acontecer, é indiferente. É uma lição que tu vais aprendendo com ela. Vais vivendo a tua vida de forma normal, mas com a consciência de que não há nada pior que me possa acontecer», revelou.

Quanto a relações amorosas, Filomena diz que «Nunca assumi uma relação na vida, nunca falei sobre a minha vida pessoal. Tenho um problema grave com o partilhar a minha vida. Quando eu tiver de o fazer, é porque não tenho nada mais interessante para fazer. Quando isso acontecer, é porque há qualquer coisa que me falta. O que em mim cativa os outros – tenho uma fome de viver grande. Adoro partilhar cenas fixes. Adoro levar pessoas a uma exposição, a uma peça de teatro, uma viagem. Adoro partilhar coisas que adoro que a outra pessoa fique encantada», confessa.