A morte de um cão pode ser mais sofrida do que a morte de um familiar ou amigo, de acordo com um estudo que indica que donos sentem que perderam um amigo, um companheiro e muitas vezes uma criança que protegem como um filho.

Quando o patudo morre, os que não têm um animal de estimação põem em causa o “exagero” das emoções porque afinal “é só um cão”.

De acordo com a psicóloga Julie Axelrod, a perda de um cão é muito dolorosa porque os donos não estão apenas a perder um animal. Os donos sentem que perderam uma fonte de amor incondicional, um companheiro com quem partilham segurança e conforto e muitas vezes uma criança que protegem como um filho.

Como vai ser depois do meu cão morrer? Muitos são os donos que se questionam sobre este assunto e a verdade é que o facto de não haver um hábito cultural, como funeral ou um obituário no jornal local, dificulta ainda mais o processo.

O antropólogo Brian Hare desenvolveu uma teoria em que explica como decorreu o desenvolvimento da espécie do cão. Os cães tiveram de se adaptar à vida dos humanos nos últimos 10 mil anos e fizeram-no muito bem.

O cão está sempre atento ao ser humano e o seu cérebro responde aos elogios do dono tão fortemente como à comida. E muitas vezes, respondem mais aos elogios do que à comida.