Morada falsa rendem milhares de euros por mês aos deputados. A deputada do Bloco de Esquerda, Sandra Cunha, renunciou ao mandato na Assembleia da República por estar a ser investigada pelo Ministério Público (MP) por falsa morada. Contudo, a bloquista não é a única.

O Observador dá conta que além de Sandra Cunha, também os sociais-democratas Pedro Roque, Duarte Pacheco, Paulo Neves e Carla Barros, os socialistas Elza Pais, Nuno Sá e Fernando Anastácio, e o centrista João Almeida deverão ser constituídos arguidos no caso das moradas falsas no Parlamento.

Os deputados que residam fora dos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais, Sintra, Amadora, Odivelas, Loures, Vila Franca de Xira, Almada, Seixal e Barreiro têm direito à ajuda de custo fixada para os membros do Governo, sendo paga por cada dia de presença em reunião plenária, de comissões ou em outras reuniões. Já os que residem nestes concelhos têm direito a um terço do valor dessa ajuda

Assim, em causa está o possível crime de peculato por estes deputados terem, alegadamente, apresentado ao Parlamento moradas de residência diferentes daquelas em que, à altura dos factos, estavam efetivamente a usar.