Com apenas 4 anos de idade, Mariluz enfrentou uma Leucemia! Segundo a mãe: «A Mariluz era uma menina alegre e sorridente, cheia de vida como todas as crianças da sua idade. Com quatro anos uma dor de cabeça veio a confirmar ser uma leucemia. E o nosso mundo desabou…»

Ao site Crescer, Glória desabafou: «Foi precisamente a 2 de novembro de 2016 que a minha vida se tornou num pesadelo. A Mariluz nasceu como todas as crianças, super normal. Foi-lhe diagnosticada uma doença oncológica aos quatro anos, essa mesma a que chamamos leucemia. Estava na escola e sentiu alguns sintomas, que a levaram a um desmaio. Fui chamada de imediato, pois estava a acontecer algo que não era, digamos, normal. Levaram-na para o hospital Padre Américo, em Penafiel, para ver o que se passava.»

Quando soube do diagnóstico, a mãe confessa: «Foi muito doloroso… Após as palavras da médica, o choque foi tão grande que fiquei desesperada. Lembro-me das suas palavras como se fosse hoje… É impossível esquecer… “Mamã, a Mariluz tem leucemia e resta-lhe minutos. Temos de chegar ao IPO o quanto antes…” Ouvir aquelas palavras foi como se tivesse desabado o mundo em cima de mim.»

Mariluz enfrentou uma Leucemia

Quanto à leucemia, Glória confessa que: «Ouvia falar sobre leucemia, mas não imaginava semelhante. Perdi as esperanças em certas alturas, por vezes questionava a mim própria o porquê… Porquê à minha filha?.

Tive bastante medo de perdê-la e continuo a ter… Acho que vou viver com este medo para sempre. As pessoas falam muito sobre isso, mas nem sempre é fácil manter o otimismo, nem sempre é fácil acreditar que tudo vai ficar bem.»

Ela confessa ainda que: «O meu pilar é, sem dúvida, as minhas filhas. Elas conseguem ter mais força do que eu, principalmente a minha menina. E fico feliz por elas serem mais fortes do que a mãe, para ser sincera, não sei se iria aguentar com isto tudo sem elas… A vida nem sempre é fácil e muitas vezes encontramo-nos em situações pouco favoráveis, tal como eu me encontro agora. Fica difícil de sorrir ou manter a esperança nestes momentos».

O transplante de Mariluz não seria possível sem um dador compatível e por isso mesmo Glória faz um apelo. «É fundamental apelar aos portugueses e a todos aqueles que estão ainda indiferentes à doação de medula óssea. O medo é inevitável, mas a vida de uma pessoa que está nas nossas mãos é muito mais importante que qualquer agulha. Perca o seu medo e seja um doador de medula óssea. Uma perca de medo, uma vida salva. Salvar uma vida é salvar a si mesmo, sem esperar nada em troca.»