O Estado ofereceu um bónus de 500 mil euros a antiga equipa do BPN, de acordo com informação avançada o Público.

A Parvalorem, entidade estatal que ficou com os ativos do BPN, atribuiu um bónus aos trabalhadores com mais de 15 anos de serviço. Cerca dos 500 mil euros distribuídos 250 mil euros foram para 10 quadros diretivos desta empresa.

Muitos dos funcionários que receberam os montantes mais elevados são elementos que foram constituídos arguidos de processos judiciais enquanto dirigentes do BPN e que tinham ligações a Oliveira e Costa, diz o Público.

Falamos do atual director dos assuntos jurídicos da Parvalorem, Armando Pinto e ainda António José Duarte, que tinha funções como administrativo na direcção de operações do BPN, aponta a mesma publicação.

O Público aponta ainda que 68 trabalhadores do antigo BPN, com remunerações mais baixas, não foram abrangidos por um aumento salarial a partir de julho de 2017.

Toda esta matéria é do conhecimento da Autoridade para as Condições do Trabalho que analisa ainda uma queixa por eventual discriminação entre trabalhadores da instituição, que foi também reportada à Provedoria da Justiça. O processo de arbitragem na Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho encontra-se em aberto.

Um sindicalista disse ao Público que o sindicato a cujos corpos sócios pertence tem na sua posse extensa documentação que está a ser analisada, entre outras coisas, por indícios de discriminação entre trabalhadores da Parvalorem. E avançou que a resposta será dada em breve, com acções junto das autoridades.

Já a Parvalorem considera que “cumpriu em 2018 todas as disposições legais” e que “além do fim da redução remuneratória” procedeu “à reposição do valor das diuturnidades (em 50%) em 2017, tendo reposto os restantes 50% em Janeiro de 2018, num valor aproximado de 9.000,00 euros de aumento de encargos”.

Créditos: Publico