Um restaurante português apenas emprega pessoas sem-abrigo. A CRESCER – Associação de Intervenção Comunitária sabe bem que existe “uma dificuldade em integrar estas pessoas no mercado de trabalho”, ainda que tenham capacidades para trabalhar.

Américo Nave, diretor da CRESCER colocou no espaço de restauração pessoas que estão ou estiveram em situação de sem-abrigo a “servir toda a comunidade”, desde residentes a turistas.

“Dentro desta população, haverá pessoas com maior aptidão e pessoas com menos aptidão, mas como em todos os grupos. Não pode é haver uma discriminação ou um estigma que existe, muitas vezes, de que estas pessoas não conseguem trabalhar”, disse o director da CRESCER.

Na triagem inicial, “havia pessoas que estavam a viver em albergues e quartos, que já não estavam a viver na rua, e havia algumas pessoas que estavam ainda a viver na rua”, revelou o director, explicando que o projecto se compromete a “arranjar uma solução de habitação para as pessoas”.

“Neste momento, não há ninguém que esteja a viver na rua e a trabalhar no restaurante”, revelou.

emprega pessoas sem-abrigo

Segundo Américo Nave, com o “É um restaurante” pretende-se que “Durante este percurso todo, as pessoas vão ser acompanhadas por uma psicóloga da associação, que irá tentar sempre ultrapassar barreiras que vão existindo em todo este processo, sejam barreiras sociais, sejam barreiras na adaptação ao próprio trabalho, sejam barreiras de saúde – no fundo, ajudar a que as pessoas estejam mais incluídas na comunidade”, disse.

Em Lisboa, existem cerca de 361 pessoas em situação crónica de sem-abrigo e “há cerca de 2.000 pessoas que estão a viver em albergues, que são consideradas também pessoas sem-abrigo”, apontou a associação CRESCER.

Créditos: Noticias ao Minuto