Vou deixar aqui umas questões a Cristina Ferreira, diretora de Entretenimento e Ficção da TVI, que me parecem pertinentes: “Não teria sido melhor, no domingo, dia 13, que a estação tivesse começado a gala com a expulsão de Bruno de Carvalho, alvo de uma queixa por violência doméstica, por parte da Comissão para a Cidadania e Igualdade, saindo assim com alguma honra após a polémica?”; “Acha que foi melhor esperar pela decisão dos portugueses para afastar o DJ?”; “E se as votações tivessem sido outras? Que (mais) danos de imagem e credibilidade causariam à TVI?”; “É, ou não, verdade que alguns anunciantes já pediram esclarecimentos à Media Capital sobre as acusações de violência na casa, ponderando não pôr lá mais publicidade?”; “Se isso se concretizar, quantos milhares de euros terá a TVI de prejuízo?”; por último, “quais os contornos do contrato assinado entre as partes?”; “Não seria a altura ideal para se saber quais as condições que Bruno de Carvalho acordou para aceitar entrar no BB Famosos?”; “Ou a proteção dada por Cristina é só um equívoco?”

Muito já se disse, e escreveu, sobre tudo isto, e não me vou alongar mais sobre o assunto, até porque estou farto de tanto disparate. Mas gostaria de recordar Catarina Furtado. “As ‘princesas’ de hoje têm de ter a liberdade de serem donas das suas vidas! Temos de ser vigilantes e agir em comunidade quando isso não acontece. Na minha opinião, a TV tem a obrigação de impor limites quando os direitos humanos são violados. Já temos informação suficiente do que não pode ser permitido.

O entretenimento oferece diferentes formatos que interessam a diferentes públicos, mas é obrigatório que nos tempos atuais respeitem valores. Não vale tudo pelas audiências. Tenho tido o privilégio de escolher os programas que apresento ou que desenho, fruto de um caminho nem sempre fácil, onde os Nãos que dei foram determinantes para a liberdade que hoje

Era bom que Cristina, que tanto se indigna com a imprensa por tudo e por nada, tentasse perceber as palavras da sua colega da RTP e embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, ela que tem uma imagem e um percurso imaculados na vida.