821 milhões em 12 anos foi o que arrecadou cartel do fogo de TODOS os Portugueses! 60% da despesa pública total vai para helicópteros e aviões.

O Estado gastou cerca de 821 milhões de euros desde 2005 e segundo informação do Ministério da Administração Interna, o combate aos fogos custou, em média, quase 68,5 milhões de euros por ano.

Se comprarmos, a verba para a prevenção dos incêndios florestais ronda, em média, 20 milhões de euros anuais. Além do DECIF, o combate aos incêndios terá também absorvido verbas de outros serviços públicos, como as autarquias, mas que são difíceis de contabilizar.

O custo mais elevado com os meios aéreos foi em 2015, quando atingiu 50,6 milhões de euros, verificando-se um aumento de 95,5% em relação a 2005.

Em 2016, o Governo tencionou gastar 42,1 milhões de euros para despesa com meios aéreos, o que revela bem como esta área é importante para os privados que alugam helicópteros e aviões para combate aos fogos.

272,5 milhões de euros dos gastos dizem respeito a aviões e helicópteros alugados pelo Estado a empresas privadas. O aluguer dos meios aéreos possibilitou às empresas privadas, de acordo com o CM, um valor de negócios anual médio de 22,7 milhões de euros, entre 2005 e 2016.

Em 2017, o Estado contratou aos privados, no âmbito do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Florestais (DECIF), 41 meios aéreos com um custo total de 24,6 milhões de euros.

Os meios aéreos foram contratados a três empresas: Everjets – Aviação Executiva, cuja maioria do capital pertencerá a Domingos Névoa (empresário bracarense dono da Bragaparques), INAER e Agro – Montiar. Em 2016, o aluguer de 25 helicópteros ligeiros permitiu à Everjets um volume de negócios superior a 9,8 milhões de euros, segundo dados da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

O primeiro-ministro prometia na altura avançar com a reestruturação da floresta, nomeadamente com um maior envolvimento da Força Aérea, já que segundo ele “o País tem muito a ganhar com a Força Aérea a combater fogos”, o que efectivamente já veio a acontecer.

Créditos: Correio da Manhã